Lágrimas escorrem até minha alma
Encontro-me num lamaçal
Onde não posso mais ficar em pé
Estou na profundeza das lágrimas.
Corrente, não me leve!
Cansei de pedir, secou-me a garganta
E meus olhos desfalecem de tanto chorar
Um amor que nunca fora encoberto
Fez-me suportar afrontas
Tornei-me estranha
E os meus já quase não me reconhecem.
Chorei e pela alma que me doía me castiguei
Tirem-me deste lamaçal e não me deixem atolar!
Quero livrar-me do rio de lágrimas
E de tudo que me aborrece
Não me leve corrente!
Alguém me ouça depressa
Pois estou angustiada
Livra-me, me resgata.
Afrontas me aquebrantaram
Sinto-me muitíssimo fraca.
Esperei e não houve ninguém
Consolador eu não achei
Eu tinha fome de vida
Mas, ganhei fel como mantimento
Que uma força maior
Escureça-me os olhos
Para não mais enxergá-los
E caso os veja prenda o ardor da minha ira
E que assim reconheçam a dor dos que feriram.

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